terça-feira, 28 de abril de 2009

Ainda falta um jogo...


Empate aos 39 do segundo tempo, 2 a 2 com o adversário jogando melhor, a massa rubro-negra empolgada, a frase ecoando sobre cada torcedor que estava vendo o jogo “já vi esse filme”, pois em 2007 empatamos dessa maneira e fomos campeões.

Eu discordo disso tudo. Achei o resultado péssimo para o Flamengo. Quando fizemos o primeiro gol tivemos duas chances claras de matar o jogo e desperdiçamos. Os caras se recuperaram e viraram. Muitos vão dizer, “ah, o Botafogo também teve chance de matar o jogo quando tava 2 a 1”. Pode até ser verdade, mas e daí? Quero saber é do Flamengo, que tinha ampla maioria de torcedores no maracanã e vinha de uma vitória na final da taça rio, estávamos em vantagem moral e numérica. E sinceramente, não se pode desperdiçar o fato de abrir o placar em uma final.

É verdade que o Botafogo jogou bem melhor nesse jogo do que na final da taça rio. Mas o Flamengo também. É verdade que nós empatamos depois que eles perderam seus dois melhores jogadores. Mas nós entramos com o nosso sistema defensivo escancarado, por causa do desfalque do Airton. Nosso lado direito foi uma avenida. Léo Moura mais uma vez não jogou nada, e eu venho alertando para esse fato desde que comecei a postar nesse blog. E o Cuca errou não escalar o Everton Silva desde o começo, visto que ele já tinha jogado na posição do Airton ao longo do campeonato.

Ofensivamente, mais uma vez não contamos com lado direito. Ibson e Zé Roberto, esse também denunciado constantemente por mim, não jogaram nada. Só atacamos com o Juan, Kleberson e Willians, esse o mais limitado, e como é de praxe no Flamengo, nosso salvador.

E mesmo que o Botafogo tenha jogado melhor do que na final, eu não acho que tenha sido melhor que o Flamengo no jogo. Continua sendo um time cauteloso ao extremo, que só joga no contra ataque, e que não tem nenhuma jogada trabalhada, é bola pro Maicossuel e ele que se vire. E o cara nem vai jogar o próximo jogo.

Para finalizar, duas coisas. NUNCA tinha visto no maracanã tamanho vexame em termos de torcida. A cachorrada não comparecer já no primeiro jogo foi patético demais.

A outra coisa é que vou defender o Juan. Na hora achei que ele viajou, o fato é que era para ser expulso. Mas o erro dele foi ter dado aquele esporro no camisa 10 do canil quando o lance tava parado, na frente de todo mundo. Não estou dizendo que esse esporro foi errado e deve ser feito escondido. Estou afirmando que esse tipo de esporro, e provocação, e intimidação faz parte do jogo, é legitimo desde que o futebol é futebol, ainda que não seja legal, permitido pelas regras. Ora, poderíamos entupir o blog de jogadores que tomaram uma chamada dessas de um zagueiro e cresceram no jogo, assim como a lista de amarelões é interminável também.

O Juan mandou bem, assim como o Willians já tinha feito no jogo passado. Se o cara amarelou ou não, ai cada um que faça sua analise.

Saudações Rubro-Negras

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Agora tá explicado...

Texto escrito por Caio Barbosa na coluna da justiça desportiva.

A farra que custou caro

Conheça a incrível e triste história do primeiro jogo do Fluminense contra o Águia de Marabá

Amigo corneteiro,

Você conhecia o Águia de Marabá? Se conhecia, meus parabéns. Você é mais fanático por futebol do que eu. Mas imagino que a maioria das pessoas que leem esta coluna jamais haviam ouvido falar no time paraense. Só minha irmã e meus sobrinhos, que volta-e-meia encontro na arquibancada, pois moraram dois anos em Belém.

Este tal Águia de Maraba por muito pouco não eliminou o Fluminense da Copa do Brasil. E quem viu os dois jogos imagina saber o porquê. Mas só imagina. Não fazem ideia de que o sofrimento lá e cá se deu graças a uma farra que ninguém nas Laranjeiras consegue impedir. Uma falta de comprometimento e profissionalismo total que por muito pouco não custou caro.

Na quarta-feira, no Maracanã, antes de o jogo começar, ouvi a história da boca de um diretor tricolor. Em seguida, fui checar com um benemérito da Boca Maldita e, depois, no fim do jogo, com um jogador, que confirmou a história a seguir:

No jogo de ida, caso o Fluminense vencesse por dois gols de diferença, eliminaria o jogo de volta. Era tudo o que os jogadores NÃO queriam. Por quê? Porque a comissão técnica havia programado uma intertemporada de duas semanas em Itu, interior paulista, o que significaria ficar longe da família e, principalmente, dos bagaços, ou seja, das noitadas. Então, os jogadores combinaram de ganhar só por 1 a 0 para não eliminar o jogo de volta e, consequentemente, sepultar a viagem para Itu.

O problema é que eles combinaram entre eles, mas esqueceram de avisar ao adversário, que meteu um gol no primeiro minuto, fez 2 a 0, e só não liquidou a fatura porque os jogadores começaram a querer aparecer, de olho numa transferência para um time de maior porte. Não fosse isso, muito provavelmente os tricolores teriam dado adeus ao sonho de conquistar o bi da Copa do Brasil e voltar à Libertadores.

Agora, eu pergunto: tem cabimento uma coisa dessas????

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Método Maicon

Fidalgos tricolores, o fato é um só: bastou jogarmos 45 minutos de 180 para que a Águia virasse codorna. Ou melhor, bastou apenas um jogador para domesticar o animal perigoso e feroz que veio de Marabá. Mostrando técnica e habilidade, Maicon se tornou o primeiro predador de águias do planeta, uma vez que o bichano não possui adversários em seu meio natural. Sem se fazer de rogado, demonstrou em campo todos os procedimentos necessários para uma boa domesticação, abrindo ao público seu arsenal de métodos copiados do quadro negro de Xerém. Vamos a eles (anotei tudo vendo sua palestra no Maracanã):

Método 1: A imprevisibilidade

Como todos sabemos desde as primeiras aulas de ciências, pelo menos nós tricolores, os animais agem por instinto. Sendo assim, não possuem a capacidade de projetar o futuro, de refletir sobre o que será o amanhã (nunca escutaram a música). Maicon sabia disso. Maicon usou isso ao seu favor. Sabendo que a águia com fome ia atacar no primeiro bote na sua perna direita, ele esquivou-se e disparou de esquerda, sem chances ao goleiro das meias cor de abóbora. Em uma só tacada dominou o alado e deixou claro pra coruja quem mandava no estádio.

Método 2: Tática e Estratégia

Nesta demonstração Maicon apresentou seu assistente de palco, Fred. A águia defendia seu ninho ferozmente, mas precisava sair para buscar a comida dos seus filhotes famintos. Temerosa e em vias de entrar em extinção, ela abriu as asas e alçou vôo. Maicon já sabia e esperava esta atitude. Assim que ela bateu a primeira vez suas asas ele avançou, tocou para o Fred que, magistralmente, devolveu para ele. Com um toque de direita e outro totozinho de esquerda, superou os filhotes e o goleiro com cenouras na canela. Do ninho, ele bradou em gol e a águia teve humildade pra retornar de cabeça baixa e assumir sua inferioridade. Teve Maicon como seu legítimo Rei, pois mesmo podendo arremessá-los penhasco abaixo, deixou seus filhotes vivos. Fidalguia tricolor. Dominada pelo gesto.

Método 3: O Ratinho como isca

Ficou pro final o método mais perigoso, aquele em que alguém corre o risco de morrer e ser estraçalhado. A águia enxerga um rato a quilômetros de distância e, num rasante certeiro, crava suas garras no roedor sem dó nem piedade. Maicon sabia disso. Seu outro ajudante ratinho também. Sabiam que um erro, um milímetro de imprecisão poderia custar a vida de alguém. Mas Maicon e ratinho foram cirúrgicos. Ou seriam Pelé e Carlos Alberto Torres? (notaram como o lance foi parecido, guardando as devidas propoções?). Maicon ficou com a bola, segurou, segurou, e pressentiu que a águia se aproximava do rato. Quando ela chegou bem perto, ele besuntou a bola com cream cheese e lançou, fazendo com que o rato disparasse como nunca tinha feito. O rato passou pela águia e parou dentro do gol. A águia foi atrás e se embaralhou nas redes. Estava dominada.

Fim do show. Esperamos que ele se apresente novamente em breve.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Só faltam dois...

Josué Medeiros

Um texto ainda fresquinho, inspirado pela genialidade do nosso anfitrião na sua leitura cerebral. Poderíamos também enumerar várias possibilidades do que teria passado na cabeça do idiota do zagueiro do botafogo, mas eu vou resumir a uma só: “Esse jogo tá uma merda, vou ver se faço um gol pra dá uma animada. Na pior das hipóteses, garanto mais duas bilheterias e o salário não atrasa”.

Não quero dizer com isso que o Flamengo não mereceu ganhar. Tivemos amplo domínio do jogo, tanto no campo como na torcida, ainda que os botafoguenses, em menor número que os tricolores, tenham feito mais barulho. Assim como no Fla-Flu, não fomos efetivamente ameaçados, a bola na trave do camisa dez deles (não vou escrever o nome dele, é complicado, tem que fazer pesquisa e tudo) foi obra do acaso, a bola bateu nas costas do infalível Willians e sobrou pra ele, que não arrumou nada mais no jogo, anulado pelo nosso camisa 08.

O problema foi que também não ameaçamos o Botafogo como tínhamos ameaçado o time de terceira no domingo passado. Tivemos mais posse de bola, rondamos a área, mas finalizamos muito pouco, e quando finalizamos foi uma tragédia. Tudo bem que o Botafogo veio muito mais fechado do o Fluminense, a proposta de jogo do Nei Franco foi jogar pra empatar mesmo, e se perdesse nos pênaltis tranqüilo. Quem diz que o Botafogo jogou no contra-ataque não viu o jogo, em vários lances eles deram chutões para frente e abriram mão até de tocar a bola para passar o tempo.

Ibson, Juan e Kleberson não foram nem sombra dos jogadores que foram no Fla-Flu. Léo Moura e Zé Roberto foram lamentáveis, mas na opinião já tinha ido muito mal na semi-final. Nosso sistema defensivo funcionou muito bem mais uma vez. Emerson (o que passou em branco) continua agradando a torcida com sua intimidade com a bola, raça e movimentação. Mas ficou evidente que é segundo atacante, aquele que arma as jogadas pra um matador fixo na área. É incrível como o Flamengo continua a ser o único grande clube do Brasil que não joga com dois atacantes fixos.

Por tudo isso o gol contra foi um desfecho perfeito pra final da Taça Rio. Mais do que isso, o jogo de hoje foi o retrato do campeonato todo, sonolento, sem emoção, com um erro bisonho. De positivo, além da nossa vitória o fato de que dificilmente nossos jogadores repetirão partida tão ruim no próximo domingo. Além disso, invertemos a vantagem do Foguinho, estamos com muita moral, nossos clichês vão se confirmando. Deixaram o Flamengo chegar...

Saudações Rubro-Negras

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Descontrolado e a ilusão

















Fidalgos tricolores, estamos encrencados e precisando de ajuda. A derrota para o internacionalmente conhecido e temido Águia de Marabá no dia de ontem foi o toque da trombeta do apocalipse. Temos bons jogadores? Claro. Quem não gostaria de ter Conca e Thiago Neves no seu meio-campo? Ou o Fred no ataque? Ou, ou...é...bem, aqui escrevendo acho que o problema fica claro. Este time que foi apontado pela crítica como o melhor em valores individuais não existe, foi inventado e, até agora, ainda não se apresentou a nós, torcedores, que caímos direitinho neste marketing que nos fez gastar dinheiro comprando o pay-per-view, jornais esportivos e etc. Os adversários ressaltam a "qualidade" de nossos jogadores apenas para valorizar suas vitórias. Leandro, Edcarlos, Mariano, Jaílton, Fabinho, Maurício, Wellington Monteiro, Leandro Bonfim...ONDE ESTÃO OS TÃO FALADOS VALORES INDIVIDUAIS??? Não podemos esquecer que o Conca foi barrado pelo Renè, com razão, e só voltou depois da chegada do Parreira, que sempre agrada os patrocinadores. TN já não joga bem faz muito tempo, nem me lembro a última vez em que saiu sujo da partida. E o Fred, bem, tá ilhado, essa é a verdade.
A atitude do Thiago Neves ontem foi emblemática da situação vivida pelo clube e pelos que deveriam ser seus principais jogadores. Minhas leituras abalizadas de Freud me permitiram captar alguns dos seus pensamentos antes de dar uma bolada proposital no gandula, que nada tinha a ver com as escolhas erradas de sua vida. Vamos aos pensamentos (uma nova abordagem, bem melhor que a leitura labial: a leitura cerebral)

1- Gandula filho da puta, vai se fuder! Não tá vendo que estou na merda, seu insensível? (bolada)

2- Caralho, voltar pra Arábia no meio do ano vai ser foda! Tudo culpa desse gandula filho da puta! (bolada)

3- Jogando desse jeito eu nunca mais volto pra seleção! Culpa desse gandula safado que não me devolve a bola pra mostrar meu futebol. Gandula, filho da puta, tu sabe se o Dunga tá vendo o jogo? (bolada)

4- Novo desse jeito e eu já vou morrer pro futebol...mas não tem problema, pelo menos vou levar alguém junto e vai ser este gandula filho da puta! (bolada)

5- Fiz uma viagem que não queria, encontrei um flamenguista que me sacaneou no aeroporto, tô jogando com um time de merda e ainda vem este gandula filho da puta fazer cera pra aumentar meu suplício? Toma! (bolada)

6- Gastando os tubos com remédios para a Acne e este gandula filho da puta vem me chamar de chokito? Isso é demais! (bolada).

Crei0 que devemos tomar um choque de realidade e perceber que nosso time não é bom, simples assim. Maicon, Tartá e Alan são boas opções, mas ainda estão longe de resolver nossos problemas. Não temos laterais nem reservas para as laterais. Não temos uma zaga de confiança nem alguém no elenco que possa nos acalmar no ataque adversário. Temos dois excelentes jogadores que estão vivendo seus piores momentos no futebol. E temos um goleador que não pode reclamar de nada, pois recebe um dos maiores salários do Brasil, senão o maior, em dia. O Brasileiro se aproxima e, assim como a Regina Duarte eu vos digo: eu tenho medo!

Obs: E o Botafogo, hein? Assim fica difícil até pra ajudar...