segunda-feira, 12 de abril de 2010

Se Cuida, tromba!

Nota: o texto foi enviado antes do jogo contra o Vasco. No entanto, Thomaz e Sophia só me permitiram o acesso a internet hoje. Mais uma coisa: A rede aqui está um lixo e não deu pra adicionar a imagem do Andrade. Acho que vocês podem imaginar...

Por André jamaica.

Ninguém pode dizer que leu um texto meu, neste blog, falando bem do Andrade como treinador. A verdade é que ele assumiu o time porque emocionou torcedores e imprensa com aquele choro sincero depois da vitória do Flamengo sobre o Santos na Vila Belmiro pelo Brasileirão do ano passado, dedicando a vitória ao amigo Zé Carlos, ex- goleiro e recém falecido.

Três fatores foram fundamentais para o Hexacampeonato: A chegada do Álvaro que, reorganizou a zaga depois da aposentadoria do Fábio Luciano; A chegada de Maldonado que organizou o combate no meio- campo e melhorou o passe na saída de bola e Pet que, numa agradável surpresa, jogou o fino na reta final do campeonato.

Falo essas coisas porque eu, junto com meus pares rubro- negros, já vaiamos e chamamos o Andrade de BURRO no Maracanã, quendo ele assumiu o Flamengo por 12 jogos depois da demissão de Celso Roth, em 2005.
Andrade era conhecido, entre os torcedores, como um técnico que escalava mal e substituia pior ainda.

Pois é, mediante a isto, alguém pode me explicar por quê diante da necessidade de vitória na competição mais importante do ano, jogando em casa, o Andrade escala um atacante?

Alguém pode me explicar por quê Andrade inscreveu apenas 3 atacantes para a Libertadores?

Alguém pode me explicar por quê o Andrade mantem o Kleberson como titular do time?

Alguém pode me explicar por quê o Andrade se aliou ao Marcos Bráz nesta tentativa de enterrar o Pet vivo?

Sinceramente? Acho que o Andrade tem pouquíssimo futuro como treinador longe da Gávea. Lá, ele está coberto pela sua belíssima história no clube, como excelente jogador e, parte da geração mais vencedora do Flamengo. Longe da Gávea, ele é mais um treinador e, na minha modesta opinião, bem fraquinho.

O Flamengo corre sério risco de promover um fiasco " daqueles" neste primeiro semestre. Ficar fora das finais do Estadual e ser eliminado na primeira fase da Libertadores seria de amargar.

sábado, 10 de abril de 2010

De volta para a escola!



É, deu uma complicada... Mas nada que assuste um rubro-negro vacinado. É verdade que o que aconteceu irrita muito, mas a nação segue confiante na classificação.

Sobre o jogo, é incrível como esse elenco não aprende a jogar libertadores. Bruno, Léo Moura, Juan, Angelin, Toró estavam em nossos fracassos nas oitavas de 2007 e 2008, todos titulares em mais esse vexame. Kleberson estava no time somente na derrota para o Cabanãs, mas desses citados, é o único com experiência de copa do mundo, de futebol europeu de ponta. Todos eles já deveriam saber como se joga uma partida de libertadores.

Os dois gols que tomamos foram ridículos. O primeiro, falha conjunta do Juan, do Álvaro e do bruno. Difícil escolher de quem ficar com mais raiva, do imbecil do Álvaro, que deixou a bola passa na frente Del, ou do nosso arqueiro, porque todo mundo sabe que bola na pequena área é do goleiro. Já o segundo foi o que me irritou mais. Tomamos um gol no ultimo minuto de um jogo que estávamos ganhando com o adversário, tecnicamente inferior, trabalhando a bola impunemente, até empatar o jogo. Nenhum jogador do Flamengo se impôs, chegou duro na bola. Depois do nosso gol, nenhum dos nossos craques soube cadenciar o jogo, cair o chão, essas coisas básicas que param o jogo até que ele finamente acabe.

Ainda há esperança. Com relação a tabela, todos pendurados no simulador do globo esporte. Hoje estaríamos classificados, ou seja, basta ganhar os dois jogos para garantir a vaga. Em relação ao time, estávamos sem Adriano; Vagner Love mostrou mais uma vez como é importante, participou dos dois gols em lances que muito jogador teria dado a bola como perdida; Michel foi uma surpresa; E ainda temos o Pet, que deu mais uma demonstração que não pode ser reserva desse time.

Mas a grande esperança é que esse time realmente aprenda a jogar a Liberta, do mesmo modo que aprendeu a jogar o Brasileiro de pontos corridos. Esse mesmo elenco que deu a arrancada tardia em 2007 e que amarelou em 2008 depois de passar dez rodadas na liderança compreendeu que para ganhar o Brasileiro de pontos corridos basta terminar a ultima rodada em primeiro lugar. É tranqüilo perder para Avaí e Barueri, desde que vença São Paulo, Palmeiras, Galo, concorrentes diretos ao título. Na Liberta, é preciso entrar com outro espírito, típico do Rondinele, que botou a cara no pé do Rivelino para evitar um gol do bigodudo em algum Fla-Flu memorável. Funcionou naquele jogo, e com esse espírito, ganhamos tudo.

Que o Andrade se encontre esse ano, saia da confusão em que se meteu com a barracão do Pet, e ensine para esses atuais jogadores do Flamengo o verdadeiro espírito de campeão do Mais Querido do Brasil.

Saudações Rubro-Negras

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Enfim, O Ano começa!


Saudações rubro-negras! Após grande ausência, motivada por problemas técnicos, férias e pela quantidade de jogos sem graça no nosso futebol, este colaborador voltou. Não que eu espere cantos vindo da arquibancada saudando minha volta, como ocorreu com um tal de Imperador, mas pelo menos que leiam meus textos!
Um panorama geral primeiro, e dois registros ao final.
O primeiro Hexacampeão heterossexual tem um começo de ano típico, conturbado como tudo no Flamengo. Fato é que a imprensa aumenta tudo que ocorre na Gávea e em suas imediações, que dadas as dimensões gigantescas do nosso clube, chegam até Chatuba, passando pela Rocinha antes. E o moralismo e reacionarismo da nossa mídia não se manifestam apenas em seus ataques contra o governo Lula, mas também nessa cruzada patética contra o mau comportamento dos craques. Sinceramente, não me importa o que Adriano, Vagner Love e Cia façam em suas horas de folga, se em campo estão fazendo aquilo que são pagos. Fomos campeões do Brasil após 17 anos, assim, com Adriano fazendo de um tudo em suas folgas. Eles não tem nenhuma obrigação de dar exemplo para ninguém, seja lá o que for dar exemplo, certamente isso não significa para mim o mesmo que para essa mídia conservadora que ataca nossos artilheiros.
Em campo, sigo confiante. A perda da Taça Guanabara já era esperada. Basta ver as imagens do carnaval, todo o nosso elenco se esbaldando na Marques de Sapucaí. Nosso time estava visivelmente fora de forma, algo que não pode mais ser alegado em abril. Por esse motivo também não me preocupo com a classificação na liberta, fizemos 6 pontos com esse time de ressaca, agora é garantir a vaga com o time em forma, mais entrosado.
Nosso ataque tá bombando, é impressionante como o Impera e o Love se completam em campo. A raça e a entrega do Vagner Love são a cara do Flamengo. É verdade que nossa zaga tá parecendo a do time de casados no final da pelada, mas acredito que a volta do Maldonado restitua o equilíbrio perdido após a saída dele e do Aírton. Leó Moura e Juan voltaram a jogar bem, especialmente o tremendo vacilão. Nosso problema mesmo é no meio campo. Urge a barracão do Toró. E uma chamada no Kleberson. O Cara tá garantido na Copa, e está tirando o pé, se poupando visivelmente. Mas periga perder o passaporte para África do Sul se continuar atuando mal assim.
O ultimo caso, o mais delicado, é o do Pet. Não tá jogando nada, é verdade. Mas quem se lembra da primeira passagem dele no Mengão pode confirmar que o gringo sempre demorava a entrar em forma. Agora com 37 anos não seria diferente. O fato é que tem que renovar com o marrento. Ou alguém confia em Vinicius Pacheco, Ramon ou Michel para os conduzir à libertadores?
Sobre nossos rivais: O Vasco caminha a passos largos para um novo rebaixamento no Brasileiro. A fórmula é simples e conhecida: aposta-se em um bando de veteranos fracassados, como Elder Granja, Fernando, Dodô; investe muito em jogadores que se destacaram em um brasileiro, mas que seguem sendo incógnitas, casos de Léo Gago e Marcio Careca; seu principal jogador, aquele que faz a diferença, é bichado, basta ver que o Carlos Alberto joga um jogo e fica fora de três, e por fim, joga toda a responsabilidade em um menino talentoso, mas que obviamente não vai segurar o rojão, além de já estar vendido.
O Botafogo, campeão da Taça Guanabara, eliminado pelo Santa Cruz. Retrato do mesmo botafogo dos últimos 4 anos, que chega nas finais do Estadual, e não faz nada em campeonatos mais expressivos. Tem tudo pra brigar contra o rebaixamento mais uma vez, a não ser por ter o Joel no banco. Eu admito: acho o Joel sinistro, e se tem alguém que pode fazer o Botafogo não ficar desesperado até o fim da temporada, é ele.
Já o Fluminense, que time estranho. Terminou o ano embalado, manteve o time, se reforçou muito bem! Mas não consegue engrenar, não passa confiança. Fred vive machucado, e a venda do velocista Bolt prejudicou muito o time. Se o Cuca for esperto, concentra tudo na Copa do Brasil. Além do Flu, tem o Santos e o Grêmio. O Resto é história.
Os registros: 1 – muito maneiro o FLA contratar o César Cielo. Essa é a nossa vocação, títulos em todas modalidades.
2 – Messi. Ontem, sensacional. Fez 4, a impressão é que poderia fazer 10. Em dois lances, driblou o time todo, quase entrou com bola e tudo. Dita o ritmo do jogo, desacelerou no segundo tempo, se poupando para o fim de semana em Madrid. Para qualquer um que não seja contaminado por nacionalismo tosco, vai ser difícil não torcer pela Argentina na Copa, assim como foi impossível não torcer pelo Zidane na final de 2006, mesmo sabendo que ele tinha eliminado o Brasil.

terça-feira, 23 de março de 2010

Nada é tão simples

Por André Jamaica

Mais um Flamengo e Botafogo. Mais um 2 a 2. Confesso que o time do Natalino me surpreendeu. Muita movimentação com Caio e Herrera, Lúcio Flávio jogando bem e muita vontade de vencer o Flamengo de novo. No fim, achei justo o placar. O empate ficou de bom tamanho.

Desde o ano passado que eu digo que o Flamengo precisa de um lateral- direito pra suprir as ausências do Leonardo Moura. O Éverton Silva é ruim de doer. Muita saúde, voluntarioso e tal mas, não sabe nada. Até o Lúcio Flávio deitou e rolou em cima dele. Toda vez que ele joga eu fico rezando pros críticos do Léo Moura perceberem a diferença entre um excelente jogador e um jogador comum.

Até agora não acho que o Fabrício tenha dado uma contribuição fundamental à zaga do Flamengo. Que ele é um zagueiro promissor, talentoso e com um belo futuro pela frente, todo mundo sabe. Mas não o acho, ainda, um titular absoluto do esquadrão rubro- negro. A gente mais perde do que ganha com a ausência do " Magro de Aço", Ronaldo Angelim. Bom zagueiro, experiente, bom toque de bola, boa saída de jogo e, ainda forma uma dupla ofensiva com o Juan pelo lado esquerdo. Torço pelo seu retorno ao time titular.

Semana passada, no CBN Esporte Clube, programa que vai ao ar na rádio cbn de segunda a sexta às 20h e é comandado por Juca Kfouri, uma socióloga participou do programa pra falar dos casos Adriano e Vágner Love. Eu, irresponsavelmente, não guardei o nome da entrevistada. Mas fiquei muito bem impressionado com a qualidade da discussão. Entre outras coisas, a socióloga disse que a imprensa esportiva trata o caso de uma maneira muito simplista, já que as questões extrapolam a esfera futebolística e nos levou a seguinte reflexão:

Vamos imaginar um grande amigo de infância do Adriano, daqueles com quem o Imperador jogou futebol, soltou pipa, jogou bolinha de gude, roubou manga do vizinho, frequentou os bailes e deu os primeiros "aprouches" nas gatinhas. Amigo mesmo. Daqueles que frequenta sua casa e vice- versa. As respectivas mães se tornam amigas por causa da amizade dos meninos.
Pois é, o tempo passa e a vida se encarrega de separa- los. Tempos depois Adriano reaparece na favela pra visitar amigos e familiares e se sentir em casa. Vai subindo o morro quando vê o velho amigo na esquina com um fuzil na mão. O que o Imperador deve fazer? Olhar e fingir que não viu? Virar a cara e seguir adiante? Ou deve olhar e apertar a mão e dar um abraço, não num soldado do tráfico, não num cara com um fuzil na mão, mas apertar a mão e dar um abraço no velho amigo de infância, com quem ele jogou futebol, soltou pipa...

Como lembrou a socióloga, o assunto é muito mais complexo do que o tratamento simplista que é dado pela imprensa. E bato palmas pro Juca Kfouri que deu tratamento adequado ao caso. Despojou- se de vaidades e admitiu que não tem conhecimento suficiente pra fazer juízo sobre os casos de Adriano e Love.

LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO!

terça-feira, 9 de março de 2010

Sujeito homem

Por André Jamaica

Estava aflito pra voltar a escrever neste espaço. Não achei que faria tanta falta na minha vida. Mas faz. Nem sei por onde começar.

CARIOCÃO- Como já escrevi neste espaço, Cariocão é preparação pro Brasileiro. Aliás, pro Flamengo, é preparação pra Libertadores. Estive na terra do Obina que, como diz a letra do samba é " a terra da magia, da feitiçaria e do candomblé" e aproveitei pra fazer uma promessa: Se o Hexacampeão Brasileiro for campeão da Libertadores eu vou, durante um ano, frequentar as rodas de samba do Rio de Janeiro com uma camisa com a frase: " SAMBA É O CACETE! EU AMO MICARETA!".

Como dói este cariocão, hein? Os times pequenos não conseguem fazer uma graça com os grandes e a gente é obrigado a ver a imprensa carioca exaltando o Joel com aquele time ruim de doer e campeão da taça guanabara. Ter o Joel como treinador é uma benção e uma maldição. A benção é a possibilidade, sempre real, de ver seu time campeão carioca. A maldição é saber que ele não vai passar disso. Títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão? Com o Joel? Pode esquecer.

ADRIANO- Já estou ficando de saco cheio com esse papo deprê do Adriano. Depressão? alcoolismo? Não quero nem saber. Me enchi. O mínimo que a torcida espera de um jogador que ganha 600 mil reais por mês é que ele seja homem o suficiente pra assumir suas atitudes, arcar com as consequências dos seus atos e cumprir com as suas obrigações com o clube. E parece que a gente está falando de um jogador de 19 anos de idade que pirou o cabeção com tanta fama, dinheiro e mulheres. Estamos falando de um adulto que sustenta a mãe, a avó, o irmão e um filho. O Flamengo vai segurar esta onda, passando a mão na cabeça, pra chegar no meio do ano, ele assinar com um clube europeu e vazar.

Eu gosto do Adriano como jogador e tenho simpatia pela figura dele. Tem cara de pessoa simples, sem frescura. Como diria meu amigo Hermes: " É um boa- praça!" Mas não dá pra aceitar que um adulto, como ele, viva se omitindo e fugindo de problemas. Rolou barraco com a namorada? Aparece no dia seguinte pra treinar, vai pra coletiva e diz: " O que aconteceu ontem é uma questão pessoal, ninguém aqui tem nada com isso e assunto encerrado." Mas não. Ele foge, manda dizer que não vai treinar porque está deprimido, prejudica o time, o treinador, a diretoria, porque todo mundo tem que ficar dando explicação no lugar dele. Já passou da hora do Adriano virar Sujeito- Homem.

LIBERTADORES É OBRIGAÇÃO!